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10 de junho de 2009

Subfeelings 4

2 minutos, aproximadamente, até o trem chegar.
Mais uns 2 minutos pra cada estação. 6, então.
8 minutos. 8 minutos por dia era o tempo que aquela rotina caótica dava aos dois.

Os melhores 8 minutos daquele dia, com certeza, mas eram 480 segundos que deixavam uma saudade que podia durar dias. Dias que passam mais devagar que os metrôs da linha vermelha, mais arrastados que alguém na multidão da Sé às seis da tarde e mais vazios que a estação Klabin.

Maldito tempo. Maldita falta de tempo.
Maldita vida moderna. Maldita falta de vida.

Tudo o que ela queria era poder transformar aqueles minutos em horas, ao mesmo tempo que trocaria a eternidade por qualquer segundo ao seu lado.

14 de outubro de 2008

Subfeelings 2


Mais uma vez ele estava ali, parado, esperando o trem partir levando consigo mais um caso mal resolvido. Mais um abraço. Mais palavras que ele, de novo, se arrependerá de ter dito. Estagnado, fitando os olhos descrentes encobertos por mechas do cabelo que caia sobre a mochila agarrada com força. Era outra imagem que se desfaria ao som do sinal e piscar de luzes das portas se fechando. Novamente, o tempo passava acelerado diante de seus olhos que nada mais podiam fazer (de novo).

*

Obs. 1: Fictício.
Obs. 2: Título roubado do texto órfão do último post. Aquele é o "1", esse agora é o "2". Futura coletânea?

8 de outubro de 2008

Subfeelings 1

O recado hoje vem antes do texto. Meu computador diz que ele existe desde 14 de maio desse ano, mas eu não lembro de ter escrito isso aqui. Enfim, é legalzinho. Se você for o autor deste texto (por hora, órfão), avise. ;D



*



Ele estava lá, sentado, ouvindo Ipod quando parou pra olhar pra garota que entrara no vagão. Atrapalhada com suas mil coisas, atravessou a multidão em direção ao único lugar que conseguiu achar (por coincidência, ao lado dele). Ela levou um empurrão pelas costas e seu livro de contos caiu no colo dele, que observava seus cabelos meio presos através do reflexo do vidro. Devolvido o livro, ela se acomodou e abriu na página marcada por vários papéis de diversos assuntos, como uma agenda. Ele não tinha coragem de olhá-la nos olhos. Continuou ouvindo música. Ao virar a página, ela encontra uma foto. Lágrimas rolam pela sua face delicada e limpa. Sem saber o que fazer, lançou um breve olhar para os lagos de lágrimas em seus olhos. Deram-se as mãos e seguiram assim até a estação final.