Ela nunca pensou que pudesse ser tão difícil. Depois de ter conquistado um sonho, tudo parecia fácil, menos despedir-se daqueles olhos claros que a fitaram quando ela entrara no salão. Após muita dança, comemoração e riso, finalmente estavam a sós. Uma simpels e tímida conversa resultara em nostalgia e risadas. Uma imensa saudade terminou num abraço forte e acolhedor. Ele percebeu que ela chorava e a consolou com carinhos nos lisos cabelos que caiam sobre seus ombros. Ela podia ouvir o coração dele, pulsando forte como o dela. Os olhares novamente se cruzaram. ela se perdia num sorriso discreto, ele naqueles brilhantes olhos verdes. Um único e terno beijo marcou aquele momento que parecera durar horas, encerradas por mais um abraço envolvente e por mais lágrimas.
19 de julho de 2008
9 de julho de 2008
Só
Cansei de ouvir pessoas, música, reclamações. Acho que vou ficar só ouvindo o vazio do apartamento, do meu copo, da rua lá fora. Curtir minha própria solidão antes do sono me derrubar, me sentir tão invisível quanto numa multidão atravessando a rua na Paulista, fazer com que lágrimas venham a tona sem porquê. Há quem troque isso por uns copos de cerveja, desesperadas xícaras de café, frustrantes comprimidos de calmante. Tudo pra fugir de algo que eu prefiro deixar correr enquanto não tenho uma outra solução.
20 de junho de 2008
Hipocrisia?
Hoje foi um dia curisoso.
Foi só falar "Dia do Ridículo" que todos colocaram suas roupas mais coloridas e descombinadas.
Foi uma alegria, foto aqui, foto ali.
Mas amanhã, todos voltarão pra massa jeans, branca, cinza e preta. Uniformemente individualizados, tirando fotos solitárias no espelho.
Não é a toa que Chico coleciona retratos em branco e preto. Retratos tristes, perdidos na massa, que ganham cores consideradas ridículas por poucas horas.
16 de junho de 2008
Memórias concretas.
Quem diria que uma varanda virada pra outras varandas guardaria lembranças tão profundas quanto o horizonte num campo aberto. O chão, a grade, as cadeiras, as paredes. Inundados de lágrimas, palavras, abraços, consolos. Ontem, junto com as memórias que emergiram, a chuva despencou sobre a varanda, lavando o concreto e o metal. Começa uma nova temporada de sensações.
9 de maio de 2008
Meu encontro com o poeta, de uma anônima muito especial.
Era uma manhã normal e gélida, como todas as outras que vivera em Lisboa até aquele momento. Caminhava acompanhada de uma senhora pelas ruelas daquela cidade, tentando encontrar a rua certa, na qual encontraria o tão esperado poeta.
Depois de alguns minutos caminhando, com a brisa gelada batendo em meu rosto, encontrei a tão esperada rua que tanto procurava. A princípio, não era nada demais, com suas casas de café e lojas se estendendo calçada adentro. Porém, caminhando em direção ao norte, passei a gostar da rua, que abrigava uma livraria e uma venda de livros usados logo na esquina.
Porém, o que realmente me interessou e me fez abrir um sorriso em meio aquelas pessoas apressadas e mal-humoradas, estava localizado logo no quiosque do número vinte da rua Garret, olhando para o horizonte e parecendo pedra.
Foi assim que encontrei Fernando Pessoa, sentei-me ao seu lado, no quiosque do café A Brasileira e, por alguns instantes, senti uma felicidade irradiar de meu peito.
Só não consegui ser a pessoa mais feliz do mundo pois havia me encontrado com uma estátua, e não com o Fernando Pessoa real. Quem sabe se eu houvesse nascido antes não teria tido este prazer?
Depois de alguns minutos caminhando, com a brisa gelada batendo em meu rosto, encontrei a tão esperada rua que tanto procurava. A princípio, não era nada demais, com suas casas de café e lojas se estendendo calçada adentro. Porém, caminhando em direção ao norte, passei a gostar da rua, que abrigava uma livraria e uma venda de livros usados logo na esquina.
Porém, o que realmente me interessou e me fez abrir um sorriso em meio aquelas pessoas apressadas e mal-humoradas, estava localizado logo no quiosque do número vinte da rua Garret, olhando para o horizonte e parecendo pedra.
Foi assim que encontrei Fernando Pessoa, sentei-me ao seu lado, no quiosque do café A Brasileira e, por alguns instantes, senti uma felicidade irradiar de meu peito.
Só não consegui ser a pessoa mais feliz do mundo pois havia me encontrado com uma estátua, e não com o Fernando Pessoa real. Quem sabe se eu houvesse nascido antes não teria tido este prazer?
2 de maio de 2008
Feriado, chuva, tédio, texto.
Lá fora a rua vazia chora e aqui dentro só me resta um pijama, uma barra de chocolate e um filme "água com açúcar". A chuva coloriu de cinza o céu paulistano de meio de feriado, destruindo as chances de eu sair dessa minha prisão particular. Só me resta então ficar enrolada num cobertor e ligar o DVD. Ou devo dizer, restava. Um galho de árvore resolve tombar na fiação da rua nesse exato momento e a incrível Lei de Murphy começa a brincar na garoa. Olhando pela janela, vejo o pessoal da prefeitura tirar o galho da rede, mas a essas alturas eu já não estou com vontade de assistir ao filme que espera há mais de duas semanas na minha prateleira. Ainda olhando pela janela, percebo que a neblina cobre o topo dos outros prédios e a linha do horizonte. Poucas pessoas passam pela rua, com seus inúteis guarda-chuvas ou capas. A água agora cai de lado, esboçando no vidro da minha janela uma figura impressionista. O frio me deixa com vontade de uma xícara de café, mas o pó acabou e me contento com uma caixinha de Toddynho. A energia elétrica volta a funcionar, me dando a chance de ligar o som e colocar uns CD's velhos pra tocar. Embalada ao som de Caetano, adormeço no sofá da sala.
2 de abril de 2008
Desabafo 2
Último ano de colégio, último ano tendo essas surpresas junto daqueles que passam mais tempo comigo do que minha própria família por conta do próprio colégio. Queria poder colocar todos numa grande bolha, onde nada pudesse atingi-los física ou emocionalmente para o mal. Numa bolha pra eu levar sempre comigo, seja na ECA, na Cásper, na Metodista, ou até mesmo (D'us me livre xD) no cursinho.A falta que eu vou sentir deles, não quero nem pensar em como vou superar. Ok, temos telefone, email, orkut, blog, que seja. Mas nada vai trazer de volta as aulas relâmpago antes das provas, as tardes de coral, as horas de conversa jogada fora seguidas por horas de peso na consciência, os abraços, as preocupações.
E aqueles que não vejo com tanta freqüência, mas que insistem em nos ensinar tudo que precisamos em poucos 50 minutos? Por eles sinto grande admiração, carinho e respeito, mesmo que, pra maioria deles, eu seja só mais uma das 50 e poucas mentes focadas (ou não) no que eles têm pra dizer. Alguns, figuras paternais, maternais, fraternais que farão muita falta.
Todos eles vão fazer parte da grande lista de pessoas que já passaram. Uma lista onde já há amigos e professores que já não vejo todo dia ou uma vez por semana. Penso em como seria se estivessem presentes comigo sempre, como já foi um dia. Que conselhos dariam, que atitude repreenderiam, que diriam? Não sei. Sei que não importa porque, quando, onde ou como, eu nunca me esquecerei de todas essas pessoas que me fizeram crescer e passar por muitas experiências que, sem elas, não teriam sido as mesmas.
Boa sorte pra todos!
E que venham os últimos 8 meses de 2008!
E aqueles que não vejo com tanta freqüência, mas que insistem em nos ensinar tudo que precisamos em poucos 50 minutos? Por eles sinto grande admiração, carinho e respeito, mesmo que, pra maioria deles, eu seja só mais uma das 50 e poucas mentes focadas (ou não) no que eles têm pra dizer. Alguns, figuras paternais, maternais, fraternais que farão muita falta.
Todos eles vão fazer parte da grande lista de pessoas que já passaram. Uma lista onde já há amigos e professores que já não vejo todo dia ou uma vez por semana. Penso em como seria se estivessem presentes comigo sempre, como já foi um dia. Que conselhos dariam, que atitude repreenderiam, que diriam? Não sei. Sei que não importa porque, quando, onde ou como, eu nunca me esquecerei de todas essas pessoas que me fizeram crescer e passar por muitas experiências que, sem elas, não teriam sido as mesmas.
Boa sorte pra todos!
E que venham os últimos 8 meses de 2008!
17 de fevereiro de 2008
"Bar Bilhar"
Um bar à meia luz. Ao contrário de Dorival Caymmi, não estou falando de algum lugar em Copacabana, mas sim nos arredores da praça da Igreja Santa Margarida, perto de minha casa. Na verdade, muitos chamariam de boteco o local sujo, cheio de cartazes colados nas paredes (incluindo uma propaganda do Etapa), mal iluminado e com um letreiro que pisca mostrando as palavras “Bar Bilhar”.
Pela pequena porta do bar sempre avisto um senhor sentado com seu copo de cerveja, um cachorro vira-lata a pedir restos e um garçom, também de idade, limpando o balcão. Este aparenta ser de alguma pedra similar ao mármore, com detalhes em madeira e um tampo que, em outros tempos, devia ser muito bem cuidado.
A julgar pela arquitetura do balcão, creio que este já foi um bar muito freqüentado do bairro. Situado na praça da Igreja, perto do cemitério ecumênico, cercado por outras casinhas e perto de uma antiqüíssima drogaria. Um conjunto de construções que me levam a afirmar que ali era um centro de comércio próspero da Vila Mariana que, como o centro da cidade, se degradou com o tempo.
Se há mesmo uma mesa de bilhar ali, não sei. Mas que há muitas histórias a serem contadas, há.
Se der, arranjo uma foto. ;D
Pela pequena porta do bar sempre avisto um senhor sentado com seu copo de cerveja, um cachorro vira-lata a pedir restos e um garçom, também de idade, limpando o balcão. Este aparenta ser de alguma pedra similar ao mármore, com detalhes em madeira e um tampo que, em outros tempos, devia ser muito bem cuidado.
A julgar pela arquitetura do balcão, creio que este já foi um bar muito freqüentado do bairro. Situado na praça da Igreja, perto do cemitério ecumênico, cercado por outras casinhas e perto de uma antiqüíssima drogaria. Um conjunto de construções que me levam a afirmar que ali era um centro de comércio próspero da Vila Mariana que, como o centro da cidade, se degradou com o tempo.
Se há mesmo uma mesa de bilhar ali, não sei. Mas que há muitas histórias a serem contadas, há.
Se der, arranjo uma foto. ;D
1 de fevereiro de 2008
Misturas
A garota estava ali, sentada na grama daquela pequena colina. Ouvia pessoas cantando, gritando, comemorando, bebendo. A garota olhava fixamente pro horizonte, onde o sol surgia lentamente, colorindo o céu antes coberto de belas estrelas. Ela já estava cansada de tudo aquilo. Feliz, porém cansada. Suas expectativas e sonhos começavam a se realizar naquele instante. Um quê de insegurança podia ser visto através dos castanhos olhos da garota, que refletiam a mistura de cores e sentimentos. A manhã que ali nascia era típica de outono: ensolarada e gelada, solitária.
Foi quando então a garota sentiu uma presença ao seu lado. Ele, também cansado, sentou-se ao lado dela. Ela estava no início de sua jornada, e ele no fim. Conversaram então sobre a estrada, contaram fatos engraçados, curiosos, riram. Então, por fim, ela chorou.
Cada lágrima que rolava pela face da garota expressava um sentimento diferente. A alegria da conquista, a tristeza da despedida, o medo de errar, a vergonha de mostrar tudo isso na frente dele, que também não se conteve e deixou-se levar pelo pranto.
Eles então se abraçaram, e seguiram cada um pro seu caminho.
Obs: Tem algumas repetições de palavras, sugestões são bem vindas.
Foi quando então a garota sentiu uma presença ao seu lado. Ele, também cansado, sentou-se ao lado dela. Ela estava no início de sua jornada, e ele no fim. Conversaram então sobre a estrada, contaram fatos engraçados, curiosos, riram. Então, por fim, ela chorou.
Cada lágrima que rolava pela face da garota expressava um sentimento diferente. A alegria da conquista, a tristeza da despedida, o medo de errar, a vergonha de mostrar tudo isso na frente dele, que também não se conteve e deixou-se levar pelo pranto.
Eles então se abraçaram, e seguiram cada um pro seu caminho.
Obs: Tem algumas repetições de palavras, sugestões são bem vindas.
10 de janeiro de 2008
Desabafo
Meu... É inevitável...
Cada vez que eu saio do meu quarto em direção à cozinha pra pegar um Toddynho, cada vez que eu abro meu violão, cada vez que eu vejo nossas fotos, cada vez que eu choro, cada vez que eu olho pro céu escuro, cada vez que eu ouço uma música romântica qualquer...
É inevitável pensar em como você daria risada, em como você caçoaria de mim, em como você começaria a me encarar sem motivo algum, em como você diria alguma piadinha irônica...
Apesar de aceitar que você não está comigo, aceitar que nosso contato não passa de uma amizade você ainda está em tudo que eu faço, em tudo que eu toco, em tudo que eu vejo, em tudo que eu sinto...
Trocar simples palavras com você me deixa mais feliz, lembrar do seu sorriso me faz sorrir, lembrar de você com as mãos nos olhos de tristeza é como um soco no estômago, ouvir aquela música que você me passou me traz você pra perto...
Talvez eu esteja errada, talvez eu nunca tenha realmente me apaixonado por você, talvez você não mereça tudo isso, talvez nada do que eu escrevi tenha sentido, mas a única certeza que eu tenho é que a falta que você me faz, mesmo que como um amigo ou colega, é grande demais...
Cada vez que eu saio do meu quarto em direção à cozinha pra pegar um Toddynho, cada vez que eu abro meu violão, cada vez que eu vejo nossas fotos, cada vez que eu choro, cada vez que eu olho pro céu escuro, cada vez que eu ouço uma música romântica qualquer...
É inevitável pensar em como você daria risada, em como você caçoaria de mim, em como você começaria a me encarar sem motivo algum, em como você diria alguma piadinha irônica...
Apesar de aceitar que você não está comigo, aceitar que nosso contato não passa de uma amizade você ainda está em tudo que eu faço, em tudo que eu toco, em tudo que eu vejo, em tudo que eu sinto...
Trocar simples palavras com você me deixa mais feliz, lembrar do seu sorriso me faz sorrir, lembrar de você com as mãos nos olhos de tristeza é como um soco no estômago, ouvir aquela música que você me passou me traz você pra perto...
Talvez eu esteja errada, talvez eu nunca tenha realmente me apaixonado por você, talvez você não mereça tudo isso, talvez nada do que eu escrevi tenha sentido, mas a única certeza que eu tenho é que a falta que você me faz, mesmo que como um amigo ou colega, é grande demais...
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